Veja quais os 4 ambientes inesquecíveis de Léo Shehtman na CASACOR
- leoshehtman

- 25 de mar.
- 2 min de leitura
Estes quatro ambientes marcaram a trajetória do arquiteto Léo Shehtman na CasaCor por razões diferentes: ousadia, técnica, poesia ou pura loucura criativa.
Loft Bolha (2012)
Três bolhas infláveis ocupando o espaço. Um projeto que desafiava qualquer noção convencional de arquitetura de interiores. O Loft Bolha foi um experimento radical, daqueles que só a CASACOR permite. Estruturas pneumáticas criando ambientes efêmeros, quase irreais. O próprio Léo considera um dos projetos mais loucos que já conseguiu realizar.

Expresso Déco (2016)
Um vagão de trem de 1945, da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, transformado em loft. Com 40m², o Expresso Déco reunia living, banho, sala de almoço e cozinha dentro de um carro que transportava bagagens até a década de 80. A referência ao movimento Art Déco guiou o desenho do mobiliário, todo criado pelo arquiteto. Do lado de fora, grafite do coletivo Vollume BR. Do lado de dentro, madeira clara, linhas retas e a elegância de outra época ressignificada para o presente.

Casa do Fauno (2019)
Dezoito metros lineares de espelho d'água. Mármore Nacarado flutuando sobre a superfície. Uma estátua de bronze reinterpretando o Fauno Barberini, peça clássica que está na Gliptoteca de Munique. A Casa do Fauno foi uma contemplação do luxo em sua forma mais direta: materiais nobres, proporções generosas, luz e sombra trabalhadas com precisão. A madeira aquecia até o granito preto flameado, desafiando concepções sobre o que combina com o quê.

Casa dos Arcos (2018)
Exterior sóbrio, todo revestido em réguas de concreto. Interior policromático, com verde profundo, azul análogo e tons terrosos inspirados nas paletas de Le Corbusier. Os arcos aparecem em tudo: na varanda, no mobiliário, nos elementos decorativos. Com 150m², a Casa dos Arcos funcionava como residência completa. Sala, quarto, cozinha e banheiro integrados em um ambiente onde a forma clássica ganhava cores vivas e personalidade contemporânea.

Quatro projetos, quatro abordagens distintas. Em comum, a clareza conceitual e a capacidade de transformar cada ambiente em um estudo consistente sobre espaço, uso e linguagem. Para Léo Shehtman, a CASACOR se consolida como um campo de investigação, onde cada edição funciona como oportunidade de testar limites e propor novas leituras para a arquitetura de interiores.


